sexta-feira, 3 de junho de 2011

AMOR FATI?

Como um tiro certeiro, o sorriso de olhos desmonto-a. Corada face, bambas pernas, voz engasgada. Sorrir amarelo lhe restara: _como vai?
Há vários tipos de conquista, porém as mais interessantes são gratuitas. Há diversos tipos de sorriso, mas desmontar assim, é demais! Tinha tanto ódio quanto atração por aquele sorriso de olhos.
Na universidade, no mesmo departamento, haveriam de se cruzarem.
Na sala de aula, a mesmice de sempre, tudo redondinho, planejado... Ah, Gaia, a ciência, alegria Espinosa!... Mas, a turma!... Até aonde vai essa “crise”!
O tempo passou rápido, agora de volta à casa. Amanhã, tudo do mesmo. E, ainda bem! Alô, mãe, como vai?...
Na varanda, a fumaça parece desenhar uma cena em perspectiva, na qual é a personagem principal. Brigam na memória o não pensar, viagem de fuga, mas há perceptos que inquietam, manter-se viva.
Dorme. No sonho sua presença, o sorriso de olhos e a raiva dele. A raiva cede, sua mão esquerda lhe toca. Ele entra nela.
Pela manhã, no campus, a amiga: _nossa, o que houve?
_Como assim?
_Você tá diferente.
_Tive um sonho...

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